Expolazer amplia conexões e gera novos negócios para expositores
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A geração de negócios, a prospecção de novos mercados e a apresentação de lançamentos estão entre os resultados destacados pelos expositores da Expolazer & Outdoor Living – 25ª Feira Internacional de Piscinas, Spas, Lazer e Wellness, que vai até sexta-feira (14), no Distrito Anhembi, em São Paulo. Green House, Hass e Montreal aproveitam a feira para ampliar conexões com compradores, revendedores, arquitetos, construtoras e consumidores, além de apresentar produtos desenvolvidos para acompanhar as novas demandas do mercado de piscinas e lazer.

Na área de mobiliário para espaços externos, a Green House apresenta móveis em alumínio, peças com cabeçaria para áreas externas e ombrelones, com soluções destinadas a parques aquáticos, hotéis, condomínios, lojistas e revendedores.
A participação na Expolazer reforça a estratégia da empresa de se aproximar de novos mercados e ampliar a geração de negócios. Para Leandro Santos, sócio da Green House, a transformação da feira em um evento bienal contribuiu para consolidar sua relevância e atrair visitantes e compradores de diferentes países, incluindo Peru e Bolívia.

“O movimento do segundo dia já superou o primeiro, com contatos de segmentos diversos e oportunidades que extrapolaram as expectativas”, conta Santos. Entre os resultados, a empresa já fechou um projeto de volume significativo com um parque aquático. “Clientes que conhecemos na primeira participação voltaram agora, e hoje estamos recebendo novos contatos, inclusive de parques aquáticos. É justamente essa capacidade de gerar conexões e surpreender nos negócios que torna a Expolazer tão importante para a Green House”, ressalta.
Em busca de parceiros de revenda nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a Hass participa da Expolazer com novidades como as piscinas de fibra com revestimento premium em pedra natural e a Pegasus, modelo de piscina de fibra com spa integrado.

Presente em todas as edições da Expolazer desde 2010, a empresa aproveita o evento para estreitar o relacionamento com revendedores, arquitetos, construtoras e consumidores finais. Segundo Aderval Rodrigues, supervisor de vendas da empresa manauara, as expectativas para esta edição são positivas. “Nos dois primeiros dias tivemos bastante procura de potenciais parceiros e clientes”, afirma.
A Montreal também aproveita a feira para apresentar novidades. A empresa trouxe cinco lançamentos voltados ao tratamento de piscinas: nova fita de teste, elevador de dureza cálcica, oxidante, cloreto de sódio e uma nova embalagem em PET. O novo modelo substitui a embalagem anterior em PAD e representa uma redução de 42% no uso de plástico em sua composição. “A gente quis trazer para a Expolazer uma evolução que traduz os nossos 30 anos de história”, pontua Luiza Nogueira, diretora de Marketing da Montreal.
Durante o evento, a empresa já registra a presença de clientes de diferentes regiões do País, com destaque para representantes do Nordeste e de São Paulo. “A Expolazer é um espelho do mercado e da própria Montreal. Estar aqui nos permite acompanhar de perto um setor que está novamente aquecido e, ao mesmo tempo, mostrar ao mercado a empresa que construímos ao longo desses 30 anos. Já estamos gerando negócios e muitas conexões”, finaliza Luiza.
Cidades devem ser pensadas para as pessoas
Pensar uma cidade pelo aspecto da permanência e não pelo âmbito do transporte. Essa é a proposta de Gustavo Garrido, presidente do Associação Regional dos Escritórios de Arquitetura de São Paulo (AsBEA-SP) e diretor criativo do Archscape, apresentada em palestra na Expolazer 2026.

Para ele, é preciso ter o espaço aberto como protagonista, estimulando ações como sentar, caminhar, contemplar, conversar, brincar e encontrar. Entre os caminhos listados pelo palestrante para transformar as cidades estão a convivência com a Natureza, criação de sombras e o uso de mobiliário que permita às pessoas se acomodarem e layout que favoreça a socialização.
“A Expolazer cumpre um papel muito importante ao reunir profissionais que tradicionalmente trabalham de forma separada — arquitetos, urbanistas, gestores públicos, empreendedores, operadores, fabricantes e pesquisadores. A inovação acontece justamente nessa interface entre diferentes áreas do conhecimento. Precisamos ampliar a discussão sobre o lazer como infraestrutura urbana e como um indicador da qualidade dos lugares. Quanto mais essa visão for compartilhada entre diferentes agentes, maior será nossa capacidade de produzir cidades mais humanas, saudáveis e competitivas”, avaliou Garrido.
Áreas externas ganham valor nos projetos de arquitetura
A partir do mapeamento de mais de 160 mil arquitetos, Rafael Tristão, CEO e cofundador da ARCA mostrou, em palestra na Expolazer 2026, que o conceito de interiores vem se expandindo, acompanhando a transformação das áreas de lazer em espaços de convivência, bem-estar e experiência.
Segundo os dados apresentados, três em cada quatro projetos de reforma ou construção de casas já envolvem, de alguma maneira, as áreas externas. Esse movimento representa investimentos estruturais, com maior presença de piscinas, revestimentos, iluminação, coberturas e sistemas de aquecimento. Para Tristão, essa mudança amplia também o papel dos fornecedores e da indústria, que precisam acompanhar o profissional especificador desde as primeiras etapas do projeto. “Não é mais aquele ‘tapa’ que muitas vezes se imagina para a área externa. São, de fato, reformas estruturais, o que cria uma oportunidade muito grande para arquitetos, designers de interiores e principalmente para as indústrias”, explicou.
Na Arena de Conteúdos, os visitantes puderam conhecer o Concurso Nacional de Mobiliário Urbano para São Paulo, realizado pela SP-Urbanismo, empresa vinculada à Secretaria de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, que teve como meta selecionar e premiar propostas inovadoras, sustentáveis e inclusivas para renovar e ampliar o acervo oficial de elementos de mobiliário da capital. A apresentação foi feita pelo arquiteto Guilherme Del’Arco, diretor de Desenvolvimento Urbano da SP-Urbanismo, seguida de palestra da empresa vencedora do concurso, Keila Costa, da K Arquitetos.

Já Sérgio Santana, fundador da Sérgio Santana Planejamento e Desenho de Paisagem, abordou que o lazer assume um papel estratégico na valorização de projetos de multipropriedade, potencializando possibilidade de criar ambientes que integrem natureza, arquitetura e diferentes formas de lazer, transformando o espaço em um destino em si. Já Simone da Rosa, gestora da Unique Piscinas, destacou como o uso de revestimentos especiais e sofisticados pode posicionar empresas no mercado de alto padrão, atraindo um público exigente e de alto valor para o negócio.