As dificuldades e os prazeres de ser paisagista na Espanha
- *Monique Briones - de Madrid (Espanha)
Com 16m², em média, Madrid é a capital europeia com maior número de árvores e uma das maiores médias por metro quadrado de zonas verdes por habitante. Apesar disso, a Espanha conta apenas com 1% de superfície de água, e é o país europeu mais vulnerável ao câmbio climático.
Conhecida pelos maravilhosos jardins da Alhambra e Generalife, pelos jardins Reais de Aranjuez, ou os Alcazares de Córdoba e Sevilha; o Parque Guell, em Barcelona, que não deixa de impressionar, ou o Retiro, em Madrid, um parque tão romântico e familiar que é considerado um jardim particular por cada visitante.
Apesar de tanta boa fama, estamos falando de parques, jardins, praças públicas e espaços verdes para um uso comum mantidos pelo turismo por serem tão emblemáticos e visitados. Se você for um pouco mais longe, a um bairro mais afastado perceberá que o prestígio dos grandes parques espanhóis não alcança as praças menores, dominadas pelas plantas daninhas, infestadas de pragas como cochonilhas e pulgões. Espaços com diversas plantas mortas e abandonadas.


Devido aos infindáveis lançamentos imobiliários, maiores facilidades para liberação de crédito para a compra da casa própria e conseqüentemente aquecimento da construção civil, podemos perceber que muitos prestadores de serviços que antes focavam apenas em uma etapa da obra estão aproveitando o momento do mercado para diversificar seus serviços para poder manter-se no mercado. Um bom exemplo disso, são as empresas de terraplenagem que antes participavam apenas do início da obra, preparando o terreno para a construção, iniciando as fundações, taludes e muros de contenção. Atualmente, permanecem no canteiro de obras até a entrega do empreendimento, inicialmente executando tarefas que lhe foram atribuídas anteriormente, posteriormente no transporte de materiais e por fim auxiliando no paisagismo com a aberturas de valas, acerto do terreno e plantio das espécies.










