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PIRATARIA - Alerta para o risco da produção de flores e plantas não legalizadas

Conhecida principalmente nos meios eletrônicos, a pirataria também é praticada no universo das plantas, embora muitos desconheçam esse problema que gera prejuízos financeiros e de gêneros diversos para todo o setor da floricultura. Caracterizada quando empresas ou produtores utilizam variedades não legalizadas, a prática da pirataria é uma infração dos direitos de profissionais que atuaram no desenvolvimento de plantas com maior qualidade, durabilidade e beleza. “Quem desenvolve variedades novas e aprimoradas é o melhorista, também chamado de obtentor. Depois de testadas em escala, essas plantas serão novas cultivares, novas matrizes”, fala a secretária da ABPCFlor e presidente da Câmara Setorial Federal de Flores e Plantas Ornamentais, Silvia Van Rooijen. “O pirata é aquele que explora o potencial dessa planta, ou seja, usa o resultado do trabalho intelectual do obtentor, sem pagar por isso”, afirma. Segundo a Advogada e Agrônoma  Sílvia, piratear plantas é um mecanismo simples, pois uma haste ou uma pequena amostra cria inúmeras outras plantas completas.

 

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A ação pretende conscientizar e divulgar o assunto entre agricultores

 

  Essa prática, entretanto, tornou-se crime depois de implantada no Brasil, em 1997, a Lei de Proteção de Cultivares. A legislação despertou o interesse pelo país de empresas européias e americanas especializadas no melhoramento de plantas. A partir de então, entraram no mercado brasileiro mais de uma centena de novas variedades com maior potencial produtivo, de durabilidade e beleza, itens que movimentam o mercado consumidor. “Até há pouco tempo, as variedades plantadas no Brasil eram verdadeiros ‘dinossauros’ no mundo das flores. Enquanto a Europa e os Estados Unidos tinham à disposição novas variedades muito mais vantajosas em termos de produtividade e durabilidade, o Brasil apenas consumia aquelas antigas”, fala Silvia Van Rooijen. “Somente com a proteção das cultivares foi possível receber essas plantas melhoradas e experimentar, por exemplo, rosas com 12 dias de durabilidade, alstroemerias, e tantas outras alternativas que até então não dispúnhamos”.

 

  O uso pelos produtores de cultivares legalizadas está diretamente relacionado, portanto, com o crescimento da floricultura do país, que poderá continuar recebendo e desenvolvendo novas variedades. “O mercado precisa de novidades, alcançadas através dos obtentores, que investem permanentemente no melhoramento das plantas e na criação das cultivares”, afirma Silvia Van Rooijen. “Por isso, desde o ano passado a ABPCFlor promove a Marcha Contra a Pirataria, com o intuito de levantar essa questão junto aos produtores, para esclarecer e, principalmente, conscientizá-los”, termina.


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