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A artista plástica Sumitra Dhyan fala de sua arte e suas esculturas de ossos

 

A arte revela-se de forma inusitada e instigante sempre que abrimos nossos olhares ocultos e nos permitimos enxergar aquilo que é visto não só apenas a olho nu, mas sim por meios onde podemos provar de sensações extrasensoriais que elucidam a forma como interagimos com o mundo.

Assim é a arte de Sumitra Dhyan, uma paulistana nascida na Vila Madalena, em 1968, que começou a fazer suas esculturas desde muito jovem, aos 16 anos. Sua inspiração vem da natureza, dos mitos e dos grandes mestres da escultura. “Dos animais e do sagrado é que minha obra se alimenta”, define a artista.

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Sumitra é uma artista plástica de prestígio que teve suas obras vendidas a colecionadores do Oriente Médio, África, Europa e América, além de participar de importantes exposições nas quais pode apresentar as nuances de sua arte. 

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Desde 2005 a artista decidiu seguir caminho próprio criando obras em seu atelier localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo, onde em 2012 realizou sua exposição solo: A Per.ma.nen.cia. Foi um sucesso e grande parte das obras foi vendida no primeiro dia da vernissage.

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“Decidi deixar o mundo de galerias de arte para ter mais controle sobre como meu trabalho é apresentado e também ter um contato mais próximo com meus clientes, sem intermediários”, frisa Sumitra Dhyan.

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A artista faz questão de frisar que escolheu a Escultura como uma forma de arte que a faz crescer em todos os sentidos, buscando captar a essência do sagrado e traduzi-la em obras de arte feitas em Argila, Gesso, Bronze, Prata e Ossos. Isso mesmo, ossos!

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Sumitra Dhyan é conhecida por criar obras de arte utilizando ossada de cabeças de vacas – cow heads – reverenciando a vida e não a morte. “Eu acho as carcaças belas e esculturais. Elas já são obras de arte na essência, nada é necessário. Embora sejam tão perfeitas e esculturais, gosto de interferir com minhas referências pessoais, inserindo penas, cristais, tinta, desenhos, tatuagens, máscara de gás, piercings, flores, frutas, etc. Tudo é possível. Elas são bem generosas e abertas. E mortas, portanto, são livres” explica.

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A relação entre a artista e as famigeradas cabeças de vaca – Cow Heads – está baseada no cerne destes animais. “Cerne” significa o âmago, o coração, o pedaço mais importante de algo, ou alguém. É isso que interessa para a artista. “Os ossos, ou melhor dizendo, as carcaças têm a função de proteger os órgãos vitais, apoiar os músculos, reservar minerais, permitir os movimentos. 

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Não há ligação com a morte. Ligação nenhuma na verdade! A não ser o fato destes animais estarem mortos e eu os transformar em arte. Não penso na morte. Penso em dar vida!”, indaga Sumitra.

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Em busca de inspiração e refugio, a artista vive entre São Paulo e Alto Paraíso de Goiás - GO, uma pequena província satélite no cerrado brasileiro que faz parte da Chapada dos Veadeiros, local místico que guarda tesouros e obras de artes esculpidas a bilhões de anos pela natureza. Terra de lindas montanhas, cânions, cachoeiras exuberantes, cristais que brotam do chão, rica fauna e flora, onde está localizada a maior ilha pluvial do mundo, além de um céu de estrelas que mais parece pinturas divinas.

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Este cenário de paisagens tranquilizantes, natureza peculiar e energias holísticas inspirou Sumitra Dhyan a Idealizar um livro denominado de Chapada Dos Veadeiros, juntamente com Luis Inácio de Loyola Brandão, romancista de sucesso internacional, e Ion David, renomado fotógrafo especializado em desvendar as maravilhas do Parque Nacional Chapada dos Veadeiros.

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Este livro revela, através de fotos, textos e sentimentos, que a Chapada dos Veadeiros já é uma obra de arte esculpida pelo divino e, portanto, algo inspirador. 

 

 

 

E para finalizar, Sumitra Dhyan revela:

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 “a arte, mais especificamente a Escultura, é a forma que escolhi para amadurecer. Através da arte cresço internamente, encontro respostas e novas questões. Busco e encontro.

É minha grande viagem interna e externa. A arte é tudo pra mim! E minha mensagem que procuro passar é que as cabeças de vaca, primeiramente, trazem minha reverência para o Oriente, a índia. Lá elas são sagradas.

Nem mesmo os 200 anos de domínio britânico mudaram alguma coisa na visão deste povo em considerar a vaca sagrada. Para a Índia, a vaca representa o princípio sagrado da maternidade, simboliza a caridade e a generosidade, pelo modo como distribui seu leite, que é essencial para a alimentação dos jovens e idosos.

Para nós, tudo isso não passa de superstição, mas não importa. O ponto não é esse.

Quero sim honrar e reverenciar o sagrado. Sei que as vacas não têm este significado para nós, mas significados são importantes independente de serem nossos. Tradição é incrível, forte, amo! Não há julgamento de certo ou errado”.

 

 

SOBRE A ARTISTA:

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Sumitra Dhyan formou-se em Comunicação Visual na Universidade Mackenzie, estudou com Israel Kislansky, no Atelier Kislansky e com o escultor Mauricio Perini. Começou a fazer esculturas com 16 anos. Foi permanente na Galeria Andre, mas desde 2005 decidiu abandonar as galerias e seguir caminho próprio.

Seu nome dado é Andrea Barcellos, mas ela tomou o nome Sannyasin de Sumitra Dhyan para assinar seu trabalho.

Atualmente expõe suas obras em atelier próprio localizado no bairro dos Jardins em São Paulo, e busca inspiração e refúgio entre São Paulo e Alto Paraíso de Goiás - GO.

 

Contato:

www.sumitradhyan.com


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